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Sistema Multibiométrico criado por perito rondoniense fortalece tecnologia na área de segurança pública no Estado

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O furto a uma escola municipal, onde o autor do crime deixou marcas digitais, originou um dos projetos mais ousados para uso da tecnologia na área de segurança pública. O Sistema Multibiometrico, criado por um perito criminal rondoniense, será implantado no município de Vilhena, a pouco mais de 700 quilômetros de Porto Velho, dentro de 90 dias.

O sistema é, na prática, uma base de dados alimentada com informações que são específicas nas pessoas: íris, digitais, voz, DNA, rosto, grafia e altura, entre outros.

As informações ficam disponíveis para órgãos de segurança e auxiliam com rapidez, a partir do confronto dos dados, a identificação de suspeitos e uma infinidade de aplicações.

O autor do projeto é o perito criminal  Clayton Guimarães Cova dos Santos. Foi a partir de uma experiência profissional no município de Guajará-Mirim, cidade onde nasceu, que o sistema foi concebido.

“Fui a uma na ocorrência de furto na escola onde estudei. O autor do crime deixou uma digital de boa qualidade, mas não havia como fazer a comparação. Decidi estudar a criação de um banco de dados digitalizados para confrontar com marcas deixadas nos locais de crimes”, recorda Clayton.

O projeto ganhou apoio do Judiciário e funcionará como laboratório na  Coordenação Regional de Criminalística em Vilhena. De lá, a perspectiva é que seja expandido para outros municípios.

A trajetória  entre a concepção do sistema e a parceria com o Judiciário para instalar o laboratório em Vilhena inclui o reconhecimento entre outras iniciativas.

Com o projeto, Clayton Guimarães foi o segundo colocado no Prêmio Boas Ideais, em 2015. A visibilidade serviu também para que fosse transferido para a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec), em Porto Velho.

Clayton Guimarães, criador do sistema

Diferente de outros bancos de dados com características digitais, o sistema reúne mais informações biométricas. E a tecnologia é desenvolvida em Rondônia. “Vamos economizar com pessoal, por exemplo”, destaca Clayton Guimarães.

Segundo ele, a tecnologia pode ser disponibilizada aos policiais em atividade nas ruas. A identificação de um suspeito será mais segura uma vez que serão confrontados vários dados biométricos.

Mestre em engenharia elétrica, Clayton diz que em momento de crise, o aproveitamento dos recursos disponíveis tem que ser eficiente.

“Temos a possibilidade de incluir dados de outros órgãos públicos, como Detran, secretarias de Justiça e de Ação Social. Isto amplia a importância do projeto como ação estratégica governamental”, indica. As informações são vitais, conforme ele, para que o estado adote ações estratégicas.

PIONEIRISMO

No mundo atual, onde a tecnologia e inteligência fazem a diferença, o Sistema Multibiométrico é visto como um componente que trará avanços que outros estados brasileiros ainda não possuem.

Para Sandro Micheletti, superintendente da Politec, o esforço individual de Clayton é uma demonstração da capacidade produtiva dos profissionais da Polícia Técnico-Científica. Ele diz que há mais projetos em andamento e que foram criados por peritos de Rondônia.

“Ficamos entusiasmados com avanços tecnológicos  proporcionados pela iniciativa de peritos da instituição nas mais diversas áreas”, arremata.

Source Secom Governo de Rondônia
Via Secom Governo de Rondônia
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